| Historial |
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A freguesia é composta pelos lugares de Gateiras, Amendoais, Cortezões, Cerro d’Águia, Guiné, Ladeira, Barradinha, Paço e Vale de Silves.
Foi criada em 1985, pelo Decreto-lei n.º 130/85 de 4 de Outubro, sendo por isso, uma das mais jovens freguesias do concelho de Silves. No entanto, a sua ocupação humana data de um período mais longínquo.
A povoação desta freguesia desenvolveu-se em redor do entroncamento ferroviário que liga Lisboa ao Algarve.
As opiniões em relação à origem do topónimo “Tunes” dividem-se entre aqueles que afirmam dever-se ao facto de a povoação que ai se fixou primeiramente ter vindo de Tunis, no Norte de África; e aqueles que acreditam estar na origem de uma flor existente na aldeia medieval de Tunes – uma planta herbácea da família das esteráceas “Tagetes Patula” (cravo de Tunes) de folhas penatissectas (recortadas) e flores amarelas.
A população era composta, na sua maioria, por funcionários dos caminhos-de-ferro. No dia 21 de Fevereiro de 1889, passou na localidade de Tunes o primeiro comboio que ligou Lisboa a Faro e foi na linha de Tunes – Lagos que circulou a última máquina a vapor no Algarve em 1972.
No mesmo ano, com o aparecimento da central termoeléctrica, o desenvolvimento desta freguesia foi notório.
Diogo do Guiné foi uma das personagens que marcou a história desta freguesia. Ao ser acusado de vários crimes, fugiu das forças policiais em 1833 e refugiou-se na caverna do Cerro do Guiné, onde ninguém entrava, por se dizer que lá existiam homens de pedra e precipícios. Por este facto, Diogo passou a ser conhecido por Diogo do Guiné. |